R$ 120 a mais no bolso: proposta do governo leva o piso nacional a R$ 1.741 em 2027
Ilustração: Demo Notícias
Reajuste de 7,4% consta da proposta orçamentária apresentada pela equipe econômica e ainda depende da tramitação no Congresso.
Você recebe um salário mínimo, ou algum benefício atrelado a ele? Então anota este número: R$ 1.741. É o valor que o governo federal colocou na proposta de Orçamento pra valer a partir de janeiro de 2027.
O anúncio foi feito por Dario Durigan, do Ministério da Fazenda. Na prática, a alta é de 7,4%: cerca de R$ 120 a mais do que o piso atual.
De onde vem esse número? Da política de valorização do mínimo, que soma a reposição da inflação a um ganho real ligado ao crescimento da economia. É essa fórmula que faz o piso subir acima dos preços quando o país vai bem.
Entenda por que o valor ainda pode mudar
O número enviado ao Congresso é uma estimativa, não o valor final. Dois fatores podem mexer nele até a sanção do Orçamento.
O primeiro é a inflação que o país acumular até dezembro, que recalibra a fórmula. O segundo é a própria tramitação no Congresso.
Em anos anteriores, o valor confirmado em dezembro ficou alguns reais acima ou abaixo da projeção original. Sendo assim, trate os R$ 1.741 como referência, não como certeza.
Veja quem sente o efeito do reajuste
O piso nacional não mexe só com quem recebe exatamente um mínimo por mês. Ele puxa uma cadeia inteira de pagamentos.
Aposentadorias e pensões no valor mínimo, abono salarial, seguro-desemprego e benefícios assistenciais: tudo isso acompanha o reajuste. Cada real a mais no piso pesa nas contas públicas.
E tem o efeito que você vê na rua. Em cidades menores, boa parte da renda vem de benefícios ligados ao mínimo. Ali, o reajuste de janeiro vira consumo no comércio local já nas primeiras semanas do ano.
A confirmação sai na virada do ano, quando o governo publica o decreto com o valor definitivo. E aí, o que R$ 120 a mais mudariam no seu orçamento do mês?